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180425_Bonde Intermodal Ângelo Martino (63)

Bonde intermodal com crianças para visitar a exposição no Metrô

O bonde intermodal realizado com a EMEI Ângelo Martino, localizada na região da Bela Vista/Bixiga, levou as crianças para a exposição “A pé também é transporte” que estava localizada na estação Paraíso da linha 1-azul do Metrô. A turma trabalhada foi a mesma do Bonde a pé realizado no começo do mês de abril para estação Sé. Antes do bonde, as crianças foram sensibilizadas em classe sobre o contexto do que é um metrô: suas linhas, estações da cidade e o mapa em si, com destaque  para as estações que a turma passaria durante o bonde.

“Essa introdução foi fundamental para ter a atenção da turma em toda a atividade, principalmente pelo  reconhecimento do que estudaram, ao andarem pela cidade” Bibiana Tini, Corrida Amiga.

O bonde a pé foi em direção a estação do metrô mais próxima, São Joaquim. No percurso os elementos da cidade eram parte da educação, pois a arquitetura do percurso é marcada por diferentes épocas, permitindo chamar atenção à detalhes de texturas, cores e grafites, e ainda, comparar esses diferentes estilos de construções, como os casarões antigos térreos, com suas portas e janelas de madeira, jardins espaçosos e voltados para rua, diferentes dos edifícios modernistas e contemporâneos, com muitos andares alguns com jardins e pequenas varandas outros apenas com apartamento e sem recuos.

Como pedestres, destacamos as dificuldades e virtudes abordadas no bonde anterior, como tempo semafórico; piso tátil; cheiros; sons; vegetações; diferentes dimensões de calçadas e transposições. Tendo como objetivo chamar suas atenções e questioná-los sobre o que estavam vendo, isto permitiu trocas de vivências com os monitores da Corrida Amiga.

Durante o metrô, partes do percurso se tornou lúdico: subida e descida de escada rolante viravam pulos, e empurrar a catraca um desafio de força. No vagão, destacaram suas dificuldades, como o local para se segurarem por conta das alturas das barras. Por outro lado, tiveram acesso também à música no vagão:

Na exposição, identificaram nas imagens o que aprenderam, desde os diferentes tipos de mobilidades e geometrias de calçadas, há elementos arquitetônicos que tiveram contato, como a catedral da Sé.

Após o bonde intermodal, em classe a professora trabalhou um mapa mental do trajeto realizado dando uma conclusão do conteúdo.

“É fundamental durante o bonde estimular que as crianças notem seu trajeto através dos elementos da cidade, isto cria memórias fotográficas que aumentam seus sentidos de direção na caminhada e principalmente, cria um sentimento de pertencimento e respeito com a história do local caminhado” Bibiana Tini, Corrida Amiga.

Esses estímulos de pertencimento pela cidade se refletem em outros meios também, segundo as observações da Meli Malatesta, presidente da Comissão Técnica Mobilidade a Pé e Mobilidade da ANTP, em seu texto Da realidade para o mundo das caixinhas: o que mudou o cotidiano dos deslocamentos?” .

Meli nota o quanto a vida passou a se desenvolver dentro de “caixinhas”, visto que dentro delas está o morar, o estudar e o passear, e quem as conecta é o carro, isto torna nessas rotinas o hábito de caminhar e usar o transporte público, uma oportunidade da criança sair dessa caixa e ver o mundo real como lazer e não como vivência. [Vale a pena a leitura! ]

Agradecemos muito: à EMEI Angelo Martino pela parceria e ao grupo de voluntariado do instituto Corrida Amiga  que acompanhou o Bonde – Bibi, Mity, Priscila e Fábio.

 

 

camiga

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