Neste Maio Amarelo, o Instituto Corrida Amiga lança a nota técnica “Travessias seguras e desigualdade territorial em São Paulo”.

— Centro Expandido concentra o dobro da infraestrutura proporcional para pedestres em relação aos demais distritos de São Paulo

— 81,7% das viagens a pé da cidade ocorrem fora do Centro Expandido 

A campanha Travessia Cilada, do Instituto Corrida Amiga, nasceu para dar visibilidade às dificuldades enfrentadas diariamente por quem se desloca a pé nas cidades: travessias inseguras, tempos semafóricos insuficientes, ausência de acessibilidade, falta de sinalização e conflitos constantes com o fluxo de veículos.

Em 2026, durante o Maio Amarelo, o Instituto Corrida Amiga lançou a nota técnica “Travessias seguras e desigualdade territorial em São Paulo”, um estudo inédito que analisa a distribuição da infraestrutura semafórica voltada à mobilidade a pé na cidade de São Paulo.

A publicação cruza dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, Infosiga, GeoSampa e Pesquisa Origem-Destino para investigar como estão distribuídos os semáforos inteligentes, os focos de pedestres e os dispositivos acessíveis, como botoeiras e sinais sonoros.

Os resultados evidenciam um cenário preocupante: a infraestrutura para travessias seguras ainda é insuficiente na cidade e sua distribuição revela desigualdades territoriais. Nas periferias, onde caminhar é parte essencial da rotina de milhões de pessoas, a população enfrenta com mais frequência a ausência de condições básicas para andar a pé com segurança.

ACESSE A NOTA TÉCNICA E A BASE DE DADOS

A disponibilização desses materiais busca contribuir com pesquisadores, gestores públicos, organizações da sociedade civil, jornalistas e todas as pessoas interessadas em compreender e enfrentar as desigualdades presentes nas travessias da cidade.

Objetivo central da campanha é mobilizar pessoas e cidades em todo o Brasil, levantar dados sobre tempos semafóricos e garantir a preferência de circulação dos pedestres junto aos órgãos responsáveis

Nas cidades brasileiras, os tempos semafóricos estão muito longe de cumprir com a legislação, garantindo-se assim a segurança das pessoas, em especial, de crianças e idosos que mais sofrem com essa distribuição desigual e injusta.

As atividades da Travessia Cilada visam dialogar com os órgãos responsáveis e mobilizar a população sobre a importância de garantir tempos semafóricos seguros e adequados para os pedestres, além de gerar demandas por mudanças ao encaminhar os resultados obtidos para as prefeituras. Quanto mais adequado for o tempo de travessia dos pedestres, aumentam-se as chances das pessoas se deslocarem a pé e se apropriarem dos espaços públicos.

COMO AJUDAR A FISCALIZAR OS TEMPOS SEMAFÓRICOS?

  • Acesse o formulário de fiscalização para registrar cada semáforo
  • Descreva os tempos medidos:
    • se no local tiver semáforo de pedestres: tempo verde (para pedestre atravessar); tempo vermelho piscante (se houver); e tempo vermelho (tempo de espera para pedestre)
    • se no local só tiver semáforo para carros:  tempo de  vermelho para carros (para pedestre atravessar); tempo de verde para carros (tempo de espera para pedestre)
    • se no local não tiver nenhum semáforo ou esteja quebrado: tempo de espera para conseguir atravessar em segurança

Quer ser um articulador/a da Campanha?

Quer promover ações e/ou engajar mais pessoas em sua cidade e reivindicar uma cidade mais acessível e caminhável? Além de ajudar nas fiscalizações, encontre abaixo meios e materiais para incentivar a cidadania ativa em sua cidade!

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