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Transporte a pé: mais preciso e próximo da realidade nas pesquisas de OD

O NUPENS (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde – FSP USP) dia 08 de fevereiro de 2017 realizou um curso para compartilhar a experiência de utilização de GPS e acelerometria em pesquisas. O enfoque foi demonstrar como essas tecnologias combinadas podem ser úteis para as Pesquisas Origem Destino, especialmente, no estudo do Transporte Ativo.  

A Pesquisa de Mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo (Origem /Destino – 2013) aponta que 32% das viagens dos moradores de São Paulo são realizadas a pé – exclusivamente / ou em distância superior a 500 metros.  

Ressalte-se que as viagens a pé somente entram na estatística quando o motivo da viagem é trabalho ou escola, independentemente da distância percorrida. Ou quando a distância percorrida é superior a 500 metros, para os demais motivos. Na prática, o que isso quer dizer?

Embora sejamos todos pedestres e, em algum momento do dia caminhamos, seja para ir até o transporte público coletivo, estacionamento do carro etc., essa distância não é contabilizada corretamente pela pesquisa. 

De acordo com Claudio Kanai, pesquisador do grupo, “A pesquisa realizada por nós tem a expectativa de melhorar os métodos de obtenção dos dados das viagens da pesquisa origem e destino, tornando-os mais precisos e próximos da realidade. Sobre os benefícios para o transporte ativo espera-se que isso será mais evidente para o modo a pé, principalmente no relato das pequenas viagens, como por exemplo aquelas idas aos locais próximos de trabalho e de moradia de um indivíduo, que não são colhidas pela metodologia utilizada pelo Metrô de São Paulo, ou que não são até mesmo relatadas pelos próprios participantes da pesquisa. Isso pode gerar uma diferença na estimativa da participação do uso do modo a pé e nosso trabalho, atualmente, está verificando a existência dessa evidência.”

Thiago Herick de Sá, também pesquisador do Nupens – e super engajado nas pesquisas sobre atividade física no deslocamento – falou um pouco sobre o trabalho:

Priorizar o pedestre

O valor contabilizado atualmente pela OD – um terço das viagens são realizadas a pé – já deveria ser suficiente para garantir a priorização do pedestre na rede de mobilidade urbana, que ainda favorece os modos motorizados em detrimento dos ativos.

Então, que pesquisas como as do Nupens possam fornecer dados mais acurados e que auxiliem os gestores a tomarem decisões condizentes com as demandas da sociedade.

Para mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelo Nupens, acessar:

Facebook: http://facebook.com/odnupens

Site: http://odnupens.wixsite.com/home

 

camiga

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